O milagre da multiplicação dos pães contado pelo discípulo André

Se você já leu o Novo Testamento, você já ouviu falar de mim. Eu sou André, Filho de João, irmão de Simão Pedro[1]. Tenho 1,65 de altura e peso 92 quilos, mas não preciso contar esses detalhes de mim, não acha?

Mas tem algo interessante sobre minha pessoa. Sou um pescador, quer dizer, agora sou apóstolo de Jesus Cristo, mas sempre fui pescador de profissão. Fui também discípulo de João Batista[2]. Eu nasci na cidade de Betsaida[3], uma vila que fica ao norte do mar da Galiléia[4], com poucos habitantes, mas muito aconchegante de se viver.

Todo mundo por aqui o que mais sabe fazer é pescar ou algo relacionado ao mar. A nossa vida é a água. O mar da Galiléia sempre sustentou a minha família e todos que vivem ao redor. Comemos o peixe, mas também vendemos para outras regiões do país. O mercado da pesca por aqui é muito forte e explorada pelo Rei Herodes[5], pois gera lucros enormes ao seu governo.

Esse mar era chamado de Genesaré[6], depois mudaram para mar da Galiléia e agora, por causa da cidade de Tiberíades, o Rei Herodes mudou o nome para Mar de Tiberíades[7], que, na verdade, nem mar é. Fica 200 metros abaixo do nível do mar e tem uns 20 quilômetros de comprimento com uns 10 de largura[8] e tem uma água muito gelada. A água vem do Rio Jordão que começa lá em cima ao norte do Monte Hermon[9].

De um lado tem montanhas com 600 metros e do outro elas chegam a 1200 metros de altura[10]. Isso provoca algumas tempestades assustadoras, porque o vento do mar do mediterrâneo que vem todo fim de tarde encontra o ar seco do deserto e ao se colidirem formam tormentas e tempestades perigosas. Foi numa dessas que nós quase morremos, mas o Mestre estava lá e resolveu o problema[11].

Eu consegui conhecer e pescar desse mar cerca de uns 30 tipos diferentes de peixes[12], e o meu favorito é anchova, mas pescamos muitas sardinhas também[13]. Não é comum encontrarmos peixes muito grandes[14], mas a quantidade, mesmo que de espécies pequenas, é que chama atenção.

Lembro-me muito bem que nos primeiros dias de abril[15] do ano 28[16], uns dias antes da Páscoa[17], estávamos na cidade de Cafarnaum[18] junto com o Mestre. Ele amava ficar no meio do povo ajudando e ensinando. Ficamos o dia todo por lá. Ele curou milhares, ensinou do reino vindouro e aconselhou diversas pessoas.

No final do dia, já cansados e, a maioria de nós, eu mais que todos, pálidos de tanta fome e cansaço[19] só pensávamos num lugar sem gente por perto[20]. Foi quando o Mestre nos convida para irmos ao um lugar tranquilo para descansarmos. Arrumamos o barco e partimos para a outra margem do mar, rumo a cidade de betsaida[21], a minha cidade.

Navegamos por cerca de 7 quilômetros[22] para chegarmos a outra margem e logo subimos uma montanha[23] para ficarmos a sós e descansarmos do dia tão intenso. Eu só pensava em comida. Eu sou meio gordinho e quando fico muito tempo sem comer fico desesperado.

Quando estávamos subindo a colina eu ouvi um rapaz gritando, “quem quer pão, quem quer peixe, aqui comigo é mais barato, aqui comigo é mais fresquinho”. Me aproximei do vendedor[24] e perguntei quantos ele ainda tinha e ele me respondeu que estava acabando, mas que restavam 5 pães e dois peixes.

Eu sabia que Filipe tinha uns trocados, mas o que eram cinco pães e dois peixes para treze pessoas? Essa quantidade era só para mim. Pensei em comer sozinho, mas seria egoísmo da minha parte. Decidi então em não comprar e ficar quieto me contorcendo de fome. Talvez algum dos outros tinha sido encarregado pelo Mestre para conseguir alguma comida para nós.

Sentamos e ficamos ali descansando um pouco. Depois de alguns minutos uma multidão começou a chegar[25]. A maioria eram os mesmos lá de Cafarnaum. Eles tinham vindo a pé, pois viram a direção em que o nosso barco tomou[26]. Todos queriam ouvir mais da sabedoria do Mestre[27].

Começamos a ficar preocupados. Aonde toda essa gente vai passar a noite? Aonde encontrarão comida para se alimentarem? Temos que fazer alguma coisa, se não teremos sérios problemas por aqui. Falamos para o Mestre para despedirmos a multidão antes que o sol descesse completamente, assim eles podem ir nas vilas vizinhas e, talvez, encontrem comida[28].

Foi quando fomos surpreendidos mais uma vez por ele. Nos disse para nós mesmos darmos de comida. Filipe[29] foi o primeiro a contestar, mas “onde compraremos pão para esse povo comer? Não temos grana suficiente para isso”. Foi quando lembrei daquele rapaz dos cinco pães e dois peixes. Mas aquele pão, que era o pão mais simples da região[30], e dois peixes não seriam suficiente nem para mim.

Eu sinto vergonha por ser tão lento em entender os planos do Mestre. Ele estava nos colocando a prova e nós não entendíamos nada. Claro, a minha visão do Messias era totalmente equivocada e precisei de muito tempo para compreender o plano da salvação.

Nesse momento o Mestre sinaliza a pedirmos a multidão para que sentassem na relva. Eram em torno de 20 mil pessoas[31]. Eu não estava entendendo nada, mas vamos lá, não é? Ele é o Mestre e deve saber o que está por fazer. Pediu para eu encontrar o rapaz que estava vendendo os peixes. Eu o trouxe. Ele pede os pães e peixes do rapaz, olha para o céu e dá graças a Javé. Depois disso divide aquela pequena quantidade para nós doze e diz para distribuirmos a multidão.

Eu pego um pedaço e dou para a primeira pessoa, quando vou pegar novamente percebo que estou com a mesma quantidade em minhas mãos. Faço a mesma coisa com a segunda e nada de acabar o que está comigo. Entreguei para umas duas mil pessoas, eu acho, e a comida se multiplicava em minhas mãos. Eu não sabia se continuava a distribuir ou se cantava glórias a Javé. Fui tomado de uma alegria tão grande de ver aquilo acontecendo que parecia que eu ia explodir. Eu chorava e ria ao mesmo tempo enquanto alimentava a multidão.

Quando todos estavam alimentados eu sentei também e comecei a comer a minha porção. Eu não acreditava, o peixe até assado estava. Eu não sabia se comia ou se falava com o Mestre. Por dentro eu estava numa gritaria imensa, mas por fora havia um silêncio da nossa parte. Ninguém ousava falar do assunto com o Mestre. Mas eu ficava de canto de olho olhando para ele. Que homem era aquele? Ele era o Messias definitivamente. Ele tinha que ser o nosso rei. Precisava assumir o trono o mais rápido possível. Um rei assim governando o nosso país nunca faltaria comida e o poder de Roma seria destruído facilmente.

Já sem fome, ele nos pede para recolhermos as sobras. Foram doze cestos que recolhemos daqueles cinco pães e dois peixes. Uma para cada apóstolo. Eu dei o meu para o rapaz que nos forneceu a matéria prima para o milagre. Eu estava boquiaberto, mas hoje percebo que não entendi o milagre por completo naquele dia. Demorou anos até esse milagre fazer todo sentido para mim. Ele foi uma das mais altas declarações que Jesus é o Messias. E que, Emanuel, o Deus conosco, veio para nos salvar do pecado e não simplesmente nos libertar do poder de Roma.

Jesus recria o milagre de Moisés no tempo da saída do Egito[32]. O milagre tem uma relação direta com a primeira páscoa. Aqui com Jesus também celebraríamos a páscoa em poucos dias[33].

No Egito eles mataram um cordeiro para celebrarem a páscoa e estarem em aliança com o Senhor Deus. Agora o próprio Messias seria o cordeiro verdadeiro que tira o pecado do mundo[34]. Jesus vem navegando sobre as aguas até o local do milagre e o povo saiu do Egito pelas águas abertas do mar vermelho.

Jesus pergunta “onde compraremos para esse povo comer?” e Moisés questiona: “onde consigo carne para todo esse povo?” O povo critica Moisés e os fariseus fazem o mesmo com Jesus depois do milagre[35].

Jesus alimenta a multidão com o pão do céu assim como ele mesmo fez no tempo de Moisés dando o maná que caiu do céu por 40 anos. Moisés argumenta dizendo que não haveria peixe suficiente no mar para alimentarem a todos. Eu e os discípulos falamos a mesma coisa dizendo que aqueles poucos peixes não seriam suficientes para toda aquela gente.

Jesus fez tudo isso nos testando e Deus mesmo testou o povo no tempo de Moisés. Jesus estava dizendo para todos que ele era o profeta igual a Moisés que estava prometido para nós todos[36].

O povo teve um pequeno vislumbre disso tudo e quiseram logo fazer de Jesus rei de Israel. E cinco mil homens prontos para serem os primeiros soldados já dava para descer até Tiberíades, pois estávamos pertinho, e fazer um grande ataque a casa de Herodes[37]. Mas Jesus some e não deixa nada disso acontecer[i].

Jesus tinha um plano muito maior que governar Israel, mas eu demorei tempo para compreender por completo. Ele quer governar a nossa vida. O plano de Jesus é ser rei no meu coração. É a minha vida que ele quer ter a honra de liderar. Ele é cordeiro que me salva para depois ser o rei que me liberta do pecado e de mim mesmo.

Ele quer ser o pão da vida, o pão do céu. Jesus precisa ser a nossa maior necessidade. Aquilo que mais almejamos diariamente. A nossa necessidade mais básica. Depois desse milagre entendi que “nem só de pão vive o homem, mas do verdadeiro pão do céu”[38]. O pão da vida.

[1] Mateus 16:17; João 1:42; João 21:15–17 (Ele era irmão de Pedro)

[2] João 1:35-40

[3] João 1:44

[4] Elwell, W. A., & Beitzel, B. J. (1988). In Baker encyclopedia of the Bible (p. 87). Grand Rapids, MI: Baker Book House.

Josefus (‘Ant.,’ xviii. 2. 1) chega a dizer que ele era proveniente de Betsaida Julias. Uma cidade que fica mais ao extremo norte do mar da Galiléia. Spence-Jones, H. D. M. (Ed.). (1909). St. John (Vol. 1, p. 247). London; New York: Funk & Wagnalls Company.

[5] Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 178). New York: C. Scribner’ Sons.

[6] Lucas 5:1

[7] João 6:1; Burge, G. M. (2000). John (p. 192). Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House; Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, pp. 250–251). Nashville: Broadman & Holman Publishers;

[8] Burge, G. M. (2000). John (p. 192). Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House.

[9] Idem; alguns estudiosos como o americano R.H. Fuller (1915-2007), e o inglês John Lightfoot (1602-1675) defendem que esse monte foi o monte da transfiguração.

[10] Idem

[11] João 6.

[12] Mare, W. H. (2004). New Testament Background Commentary: A New Dictionary of Words, Phrases and Situations in Bible Order (p. 125). Ross-shire, UK: Mentor.

[13] Spence-Jones, H. D. M. (Ed.). (1909). St. John (Vol. 1, p. 250). London; New York: Funk & Wagnalls Company.

[14] Idem.

[15] A grama verde e a proximidade da páscoa nos dá a entender que era março ou abril. Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 270). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[16] Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 174). New York: C. Scribner’ Sons.

[17] João 6:3. Essa foi a segunda páscoa mencionada por João das 3 que ele mencionou. (cf. 2:13, 23; 11:55.) Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 268). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans.

[18] João 6:1; Barclay, W. (2006). Comentario Al Nuevo Testamento (p. 415). Viladecavalls (Barcelona), España: Editorial CLIE.

[19] White, Ellen G. (1990). O Desejado de Todas as Nações (p.365) Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira

[20] Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 171). New York: C. Scribner’ Sons.

[21] Lucas 9:10

[22] Barclay, W. (2006). Comentario Al Nuevo Testamento (p. 415). Viladecavalls (Barcelona), España: Editorial CLIE.; Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 171). New York: C. Scribner’ Sons.

[23] João 6:3; Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 171). New York: C. Scribner’ Sons.

[24] Sempre ouvimos que esse garoto é um menino que a mãe preparou um lanche para ele passar o dia. É uma versão bonita para contar para as crianças, mas não se tem base nenhuma para crermos nela. E há algumas evidências para se crer que era um vendedor de pães e peixes.
  1. A região era forte no comércio de pães e peixes.
  2. A palavra para “rapaz” nesse versículo é paidarion que deve ser traduzida por rapaz e não menino. Essa palavra não aparece mais no NT mas a mesma palavra é usada na LXX para descrever o rapaz ajudante de Elias II Reis 4:38,43. E também é usada com referência a José em Gênesis 37:30, e ele estava com cerca de 17 anos de idade. É também feito referência a Rute em Rute 2:5-6. A conotação é de ser um rapaz e não uma criança.
  3. O povo judeu é um povo que tem facilidade em vendas. Estava perto a páscoa e uma multidão de pessoas passariam por ali para ir até Jerusalém, já que a capital estava mais ao sul. Aproveitar o momento seria totalmente coerente para um vendedor da região. Afinal, cerca de 5 mil homens estavam ali para ver Jesus.
  4. A comida de um adulto era em torno de 3 pães com referência a Lucas 11:5, já para uma criança era demais. E se ele recebeu essa quantidade no início do dia, por que ainda não havia comido? Pois não me parece coerente a mãe ter preparado mais que essa quantidade para uma criança. E será que uma mãe deixaria uma criança passar tanto tempo fora de casa?
  5. Parece que o sentido de André quando ouviu Filipe falar que não havia dinheiro foi: Temos aqui apenas um pequeno vendedor e não é suficiente.
  6. Não temos como sabermos com exatidão, mas me parece mais coerente pensar no garoto como um vendedor. Segue algumas referencias caso queira pensar mais no assunto.
Burge, G. M. (2000). John (p. 194). Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House. lxx The Septuagint (Greek translation of the Old Testament);

Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 177). New York: C. Scribner’ Sons;

Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 270). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans;

Lange, J. P., & Schaff, P. (2008). A commentary on the Holy Scriptures: John (p. 210). Bellingham, WA: Logos Bible Software.

[25] White, Ellen G. (1990). O Desejado de Todas as Nações (p.364) Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira

[26] Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 171). New York: C. Scribner’ Sons.

Cf Mt. 14:13, Lk. 9:11, Mk. 6:33

[27] Idem

[28] White, Ellen G. (1990). O Desejado de Todas as Nações (p.364) Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira

[29] Filipe era da região também, João 1:44. Então seria um pouco óbvio perguntar para ele onde encontrar comida.

[30] Mare, W. H. (2004). New Testament Background Commentary: A New Dictionary of Words, Phrases and Situations in Bible Order (p. 125). Ross-shire, UK: Mentor;

Lange, J. P., & Schaff, P. (2008). A commentary on the Holy Scriptures: John (p. 210). Bellingham, WA: Logos Bible Software;

Barclay, W. (2006). Comentario Al Nuevo Testamento (p. 415). Viladecavalls (Barcelona), España: Editorial CLIE;

Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (pp. 269–270). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans;

Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 253). Nashville: Broadman & Holman Publishers;

Spence-Jones, H. D. M. (Ed.). (1909). St. John (Vol. 1, p. 250). London; New York: Funk & Wagnalls Company;

Swartley, W. M. (2013). Believers Church Bible Commentary: John. (D. B. Miller & L. L. Johns, Eds.) (p. 169). Harrisonburg, VA; Waterloo, ON: Herald Press.

[31] Carson, D. A. (1991). The Gospel according to John (p. 270). Leicester, England; Grand Rapids, MI: Inter-Varsity Press; W.B. Eerdmans;

Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 253). Nashville: Broadman & Holman Publishers;

White, Ellen G. (1990). O Desejado de Todas as Nações (p.364) Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira

[32] Burge, G. M. (2000). John (p. 194). Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House.

[33] Borchert, G. L. (1996). John 1–11 (Vol. 25A, p. 251). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

[34] João 1:29,36

[35] Bernard, J. H. (1929). A critical and exegetical commentary on the Gospel according to St. John. (A. H. McNeile, Ed.) (Vol. 1, p. 175). New York: C. Scribner’ Sons.

[36] Swartley, W. M. (2013). Believers Church Bible Commentary: John. (D. B. Miller & L. L. Johns, Eds.) (p. 168). Harrisonburg, VA; Waterloo, ON: Herald Press.

[37] Burge, G. M. (2000). John (p. 195). Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House.

[38] Mateus 4:4

Rodrigo Bertotti acredita que a igreja local é a mais importante organização do planeta, e está ajudando a transformá-la num lugar onde todos amam estar. Como líder e pastor trabalha na Igreja Adventista no sul da Suíça. É um estudante de liderança, comunicação, igreja e fé, e compartilha suas ideias na igreja, no blog e em suas redes sociais. www.rodrigobertotti.com

Site Footer