Em busca de uma benção?

Em busca de uma benção? – Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26
Jacó havia lutado com seu irmão, Esaú, durante toda sua vida. Antes do nascimento, “os filhos lutavam no ventre” (Gn 25:22). Quando cresceram, Jacó lutava com Esaú pela atenção e favor do pai, que preferia seu irmão. Poucas coisas ferem mais um filho do que o favoritismo paterno por outro irmão ou irmã. Finalmente, chegou o dia em que Isaque deveria dar a Esaú a bênção da primogenitura, o que, entre outras coisas, incluía a porção dobrada nas propriedades da família.
Fazendo-se passar por seu irmão, Jacó enganou o pai, quase cego. Quando descoberto, Esaú jurou matá-lo (Gn 27:41), o que o obrigou a fugir. Ele nunca mais veria sua mãe, e viveu muitos anos exilado. Por que Jacó agiu assim? Certamente ele sabia que sua encenação seria logo descoberta, e que seu pai nunca lhe daria o que planejara dar ao outro. Tudo o que Jacó conseguiu foi uma afirmação cerimonial. Por que ele perdeu tanto para ganhar tão pouco? Certamente houve razões teológicas, mas quero refletir sobre o lado humano da história. Talvez o que Jacó realmente desejasse fosse ouvir seu pai dizer: “Eu me alegro em você.” Ele ansiava por palavras de aceitação. Tinha o desejo de pertencer. Todos temos essa necessidade de saber que somos especiais e amados. A admiração daqueles que mais amamos é algo que está acima de qualquer recompensa. Ansiamos pela afirmação dos pais, do esposo ou da esposa e também de nossos colegas de trabalho. Isso é fundamental para nosso senso de valor próprio.
A vida de Jacó fora um constante esforço para atrair atenção e ser abençoado.
Ele competiu com Esaú pela aceitação de Isaque. Mais tarde, lutou com Labão para poder casar-se com a bela Raquel. Mas nada funcionava conforme o planejado. Jacó sentia-se perplexo e interiormente vazio. Seus relacionamentos familiares foram todos complicados. Então, naquela noite, lutando com um desconhecido, finalmente percebeu que lutava com Deus. Agarrou-se à oportunidade e recebeu, afinal, aquilo pelo que lutara durante toda sua vida. Isso começou com a mudança de seu nome.
Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10:17). Não importa quem você seja hoje, o seu senso de valor próprio pode tornar-se extremamente elevado, pois, para o Senhor da glória, você é especial e exclusivo, aceito e amado sem reservas.

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Rodrigo Bertotti acredita que a igreja local é a mais importante organização do planeta, e está ajudando a transformá-la num lugar onde todos amam estar. Como líder e pastor trabalha na Igreja Adventista no sul da Suíça. É um estudante de liderança, comunicação, igreja e fé, e compartilha suas ideias na igreja, no blog e em suas redes sociais. www.rodrigobertotti.com

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